quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

um ano!!!


Sem dúvida hoje é um dia especial… fazemos um ano de namoro. Para admiração de muitos e desgosto de outros mas a vida é mesmo assim. Acordei com um beijo teu e um ramo de flores, tu nunca te esqueces de nada, não é? Foi tão bom, pequeno-almoço na cama, mimos, flores e o melhor de tudo a tua companhia! Disse-te que tinha uma surpresa, mas que só a ias ver mais tarde. Sei que detestas isto, mas tinhas de esperar. Estava tão feliz!
Sais-mos para trabalhar como todos os dias, mas prometemos encontrarmo-nos cedo. Combinei contigo no nosso cantinho. Já ia atrasada, mas não corri decidi ir com calma e contemplar a beleza do nosso cantinho e relembrar alguns dos nossos momentos e como relembrar de como tinha sido feliz naquele sítio. Quando cheguei, estavas sentado mas um pouco inquieto. Sentei-me ao teu lado e dei-te um beijo, olhas-te para mim e percebi que tinhas achado esquisito não trazer nada comigo, pois então a surpresa? E eu a pensar que era eu que te iria fazer uma surpresa, mas foste tu que me surpreendes-te. Quiseste que fosse a primeira a mostrar a surpresa, e depois de tanta insistência, tive que te mostrar. Olhei nos teus olhos, peguei na tua mão e coloquei-a em cima da minha barriga, eu sorri e disse que esta era a minha surpresa. Ficas-te tão feliz, acho que nunca te tinha visto assim, começas-te logo a fazer planos, a beijar-me e a gritar que eras o homem mais feliz do mundo, quiseste saber se era rapaz ou rapariga, mas isso ainda não te sabia responder. Eu sei que adoravas ter um rapaz, ou então, gémeos… agora é esperar. Nunca me esquecerei do brilho do teu olhar e de como choras-te. Disseste que éramos as pessoas mais importantes da tua vida e que irias fazer tudo por nós.
Eu sei que vais fazer tudo por nós e que irias ser o melhor pai de sempre. Abraçaste-me e ficamos calados. Mas lembrei-me que também tinhas uma surpresa para mim, também queria saber. Tu sorris-te e disseste que parecias ter adivinhado, pediste para fechar os olhos e eu fechei; quando pediste para abrir vi uma caixinha pequena à minha frente. Eu sorri já imaginando o que estaria ali dentro. Fiquei muito nervosa, eu abri a caixa e sorri; eram dois anéis, pegaste num deles e na minha mão e perguntas-te se queria passar o resto da minha vida contigo. Mas achas que isso se pergunta? Claro que te disse que sim… depois de os anéis estarem nos dedos quis passar ali a noite. E mais uma noite foi passada ali, naquele lugar que cada vez se tornara mais nosso, e muito especial. Quando estávamos deitados, e eu já quase a dormir tu disseste que querias que o nosso casamento fosse ali, eu sorri e disse que não poderia ser noutro sítio. E adormecemos assim, com a lua a brilhar sobre os dois….
Sem dúvida este foi mais um dia especial… mas com um novo brilho…

vivendo...


Depois do reencontro e de poucas promessas, preparamo-nos para o nosso futuro e para a realidade que tínhamos pela frente. Difícil? Sim é… mas promete-mos seguir os nossos corações. Enquanto passávamos pela rua, parecia estar tudo a olhar para nós, eu sentiam-me bem, sentia que todos viam a nossa felicidade. Os nossos sorrisos demonstravam tudo. Até chegar a casa muita coisa me passou pela cabeça, tanto coisas boas como coisas más, pensei no que tínhamos feito para ali estar, mas pior que isso era o que tínhamos de lutar para continuar… olhava para ti e sorria, mas o medo do que podia acontecer era tão grande. Tinha medo de não conseguir gerir todos os problemas, de enfrentar tantas pessoas, às vezes dou por mim a pensar e não entendo porquê tanto medo. Cometemos algum crime? O amor não escolhe idades, não tivemos culpa, não mandamos nos nossos corações. E se eu mandasse acho que escolheria amar-te… não tenho culpa que a nossa diferença de idades seja um problema para certas pessoas… eu não queria pensar nisto porque prometemos não ligar a terceiros, mas torna-se mais forte…
Estamos mesmo a chegar e qual será a reacção de todos? Respirei fundo, olhei para ti para ganhar força, pois tu dás-me coragem, dás-me força e confiança…tu ao mesmo tempo olhas para mim e paras o carro. Olhas para mim, passas a tua mão no meu rosto e perguntas se podíamos ir, eu respondi que sim com um sorriso. Saímos do carro, fui ter contigo e dei-te a minha mão, tu abraçaste-me, sorriste, piscaste-me o olho e começas-te a andar. Nesse momento não me preocupei com nada, deste-me toda a segurança que precisava.
Recebemos os primeiros olhares e fizeram-nos as primeiras perguntas… mas não te tinhas ido embora? Que se passa aqui? Nós sorrimos e dissemos para se habituarem porque estávamos juntos outra vez e não nos interessava a opinião de ninguém. Acho que deixámos todos com cara de parvos… mas nesse momento nada importava.
Entramos em casa e decidimos que deveríamos explicar a situação apenas às pessoas mais próximas, essas deveriam ter uma explicação e acho que nos iam compreender. Porque isto não é um bicho de sete cabeças!!!! São apenas duas pessoas que se amam e que querem ser felizes, mas tiveram azar/sorte de ter terem uma pequena diferença de idades… não vejo mal, mas para alguns isto põe uma certa confusão.
Depois da conversa com amigos e familiares fiquei muito melhor, acho que compreenderam, agora resta-nos tentar viver…juntos claro…
Já tenho saudades de adormecer e acordar a teu lado, como é bom sentir teu corpo em minha cama, ouvir tua respiração, sentir teu cheiro, dormir abraçada… foi tão bom chegar a casa, estava tudo na mesma, não mudaste nada! O nosso quadro, as fotografias, a mesa… ah e as minhas flores preferidas, nem acredito que te lembraste de tudo! Acabamos por adormecer no sofá abraçados, acho que foi muita emoção por um dia… mas já há muito tempo que não dormia assim…
É bom estar com a pessoa amada… é bom estar contigo… e agora penso que se o destino nos colocou no mesmo caminho e nos fez chegar até aqui, jamais nos separará…

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

acordando para a realidade...



Acordei com a luz do sol sobre mim, abri os olhos e vi as flores, senti aquele cheiro tão bom e inesquecível, ouvia os pássaros cantar… já há tanto tempo que não via o amanhecer do nosso jardim, e sem dúvida o mais bonito…tu sabes… os meus olhos radiavam de tanta felicidade, virei para o lado com esperança de te poder olhar a dormir, adoro ver-te dormir, poder acariciar-te, poder admira-te, por mim passava horas assim… quando olho para o meu lado, tento logo levantar-me e olhar à minha volta. Será que tudo fora apenas um sonho, será que nada aconteceu? Não podia ser, não dava para acreditar, eu tinha teu cheiro no meu corpo, sentia tua presença… não podia ser, acordara de um lindo sonho para um grande pesadelo…
Peguei nas minhas coisas para vir embora, e encontrei a tua camisola, sim era a tua camisola, peguei nela e senti o teu perfume, esse inconfundível… vestia-a e voltei a pegar nas minhas coisas, comecei a andar para sair dali, mas de repente ouço uma voz, a tua voz que chamava por mim. Olhei para trás e la estavas tu…afinal, não foi apenas um sonho, afinal tudo se passou, afinal ali estavas tu e não tinhas ido embora… não saí do meu sítio, tu vieste ter comigo. Trazias flores colhidas no nosso jardim e um cesto. Perguntaste-me se eu ia fugir de ti outra vez e eu respondi que não, e que jamais o iria fazer. Sentámo-nos no chão, deste-me um beijo e abriste o cesto, trazias a minha fruta preferida, tudo o que nós os dois gostávamos. Encostei-me a ti e comecei a comer… depois de alguns segundos sem falar, decidis-te que estava na hora de falar do nosso futuro, eu também já queria ter falado desse assunto, mas não tive coragem para tal… começas-te por falar de tudo o que já tínhamos passado, e foram muitos momentos e sem dúvida muito marcantes, do futuro falamos pouco. Decidimos não fazer planos naquele momento, sentia-mos que nos amávamos e neste momento era o que precisávamos para sermos felizes…
Decidimos ir contra tudo e contra todos, decidimos que a nossa opinião era mais importante que a opinião de terceiros, e que o amor era mais forte que tudo o resto… acaba-mos a conversa com uma pergunta tua e um gesto meu… perguntaste-me se queria tentar ser feliz contigo, eu apenas sorri e beijei-te, achei que não era preciso dizer mais nada, porque há gestos que valem mais do que mil palavras. Levantamo-nos demos as mãos e fomos embora… senti que tudo era meu e que ninguém estava mais feliz que eu… senti que o amor faz falta, senti que era contigo que queria estar e se não for pedir muito, que era contigo que queria envelhecer… mas como combinamos, tudo a seu tempo e viver cada dia de uma vez, nada de pensar no futuro mas tentar viver a vida ao máximo, para que um dia possa dizer que fui muito feliz e que aproveitei tudo o que tinha para aproveitar…
Para poder dizer que vivi, porque a vida é para viver, não para sobreviver!!!!

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

entre o sonho e a realidade


Voltei ao nosso jardim… depois de muito tempo ter passado, depois de tanta coisa ter mudado… é verdade muita coisa mudou, menos o meu amor e pelo que vejo nem o nosso jardim mudou.
Tudo continua igual, os bancos, as árvores, as flores, a beleza e o mais engraçado, o cheiro. O nosso cheiro ficou… mais uma vez, olho à minha volta e pareço ouvir os nossos risos, pareço ouvir a tua voz a chamar por mim. De repente abro os olhos e vejo aquele vazio, sinto um silêncio que nuca tinha sentido, se calhar porque nunca tinha aqui estado sem ti. Se calhar todo este silencio e este vazio é o reflexo do meu coração, o espelho desta solidão.
Não sei se fiz o que estava certo, mas acho que de nada valeu a pena. Não tive coragem de lutar pelo nosso amor, que parecia proibido, não tive coragem e fui cobarde e hoje arrependo-me. Se calhar tudo podia ter dado certo, podíamos estar felizes…
Será que depois deste tempo todo ainda te lembras de mim? Será que entendeste a razão de te ter deixado? Será que ainda me amas? Será que tal como eu, vês todos os dias as nossas fotos? Acordas e olhas para o lado para ter a certeza que estás sozinho?
E depois de tantas questões acabo igual… com as mesmas dúvidas, com a mesma angústia e com as lágrimas a cairem.
Sento-me de novo no nosso banco a chorar e acabo por adormecer… acordo com a lua a brilhar sobre mim, já anoiteceu, levanto-me e sinto teu cheiro, tua presença… estarei eu a sonhar? Fecho os olhos, respiro fundo. Sinto tua mão na minha face, o meu coração palpita, eu tremo… não me consigo mexer, ter qualquer reacção e muito menos abrir os meus olhos. Estou com medo, talvez de uma desilusão, talvez por pensar que ainda estaria a sonhar…o que seria o mais provável.
Meu coração enche-se de coragem, peguei na mão que me estava a tapar os olhos, afastei-a da minha face, abri os olhos e voltei-me para trás. Os meus olhos brilhavam, por alguns segundos fiquei sem voz e todo o meu sentimento demonstrava-se pelo meu olhar e os meus lábios. Eu sorria e dos meus olhos pequenas lágrimas saiam. Eras tu! Com o mesmo sorriso, o mesmo brilho, o mesmo toque… toquei-te na face e tu na minha e a primeira palavra que consegui dizer foi desculpa… e a primeira palavra que ouvi foi um amo-te… posso dizer que mais uma vez fizeste com que me sentisse a mulher mais feliz deste mundo… os nossos lábios voltaram a tocar-se as nossas lágrimas juntaram-se. Depois olhamos um para o outro sem nada dizer, nestes minutos só duas palavras foram ditas: amo-te e desculpa! Acho que estava tudo dito, pelo menos o mais importante naquele momento.
Larguei a tua mão e corri… sorri e chamei-te. Tu correste para mim, e conseguis-te apanhar-me… tínhamos chegado ao nosso cantinho…mais uns segundos se passaram sem nenhuma palavra dita, ficamos abraçados a olhar aquela paisagem… linda! Acho que estava tudo a brilhar! Cheio de cor e alegria! Beijaste-me o pescoço, voltei-me para ti e olhei-te nos olhos e voltei a sorrir… deitei-me e logo de seguida deitaste-te sobre mim… durante um tempo aquele canto voltou a ser nosso. As nossa juras de sangue e suor voltaram… os nossos cheiros confundiam-se… do toque voltava a nascer a nossa ilusão e sem qualquer receio ou pudor rasgavas a minha roupa, passeavas teu cheiro no meu corpo…sentia teus lábios, teu toque, sentia o bater do teu coração, e sem qualquer receio seguimos os nossos sentimentos…
Após o prazer ficámos mudos, olhei para o meu lado e olhei para ti sem saber se seria só por uma noite…

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

antes da partida...


Sabes o quanto te amei…não foram precisas palavras, chegaram pequenos gestos e as nossas pequenas trocas. Estes meses passaram e tanta coisa aconteceu.
Hoje aqui estou eu; sentada num banco do nosso jardim, contemplando a lua que brilha sobre mim e a recordar os nosso momentos! Pequenos grandes momentos, onde as palavras quase não se ouviam, onde os cheiros se confundiam, onde dois corpos se uniam, onde sentia a tua respiração. Era aquele nosso momento, onde o mundo parecia parar para nós, onde parecia haver apenas o “nosso canto”; aquele canto mágico onde tudo podia acontecer… a lua brilhava só para nós; as flores pareciam não querer fechar e a magia pairava no ar… o primeiro toque, os nossos corações pareciam ter o mesmo batimento. O teu beijo, aquele beijo que guardarei toda a minha vida, esse fazia-me sentir a mulher mais feliz deste mundo; os toques cresciam os corpos se uniam…e tudo acontecia…
Ao amanhecer acordava e via os teus olhos que me olhavam e tu, com aquele sorriso lindo e os olhos a brilhar… e ficávamos assim, apenas contemplando um ao outro…e por mim ficávamos assim para sempre
Mas tenho de partir…o meu coração não quer mas a minha cabeça diz que é o melhor… porque há paixões que nasceram para serem separados… o meu amor continua …não te vejo, não te toco, mas ainda te sinto…
Espero que nunca te esqueças de mim, nem dos nossos momentos. E não penses que te deixei de amar, mas tenho de partir…por cobardia talvez…e também com medo de falhar…
Amo-te,
Sofia

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

É nesta vida...


É nesta vida…
Onde tudo se transforma e nada se ignora… onde tudo parece ser e nada o é… onde tudo se junta e tudo se separa… onde tudo se quer e nada se tem… onde há dor e há prazer… onde há a noite e o amanhecer… onde há a ilusão e a realidade… onde há a morte e a eternidade…onde há um “eu” e um “tu”…
E é nesta vida em que vivo, vivo e sobrevivo. Por vezes, sem rumo ou direcção; por vezes somente na ilusão. Ilusão essa, que tanto me dá força como me deixa mal… cruel? Essa é a dura realidade que tenho de viver.
Mas tenho de tentar deixar esta ilusão … vou tentar esquecer-te…
Será melhor? Não sei… mas deverá ser o que tem de ser feito… não te promete esquecer, mas prometo que sempre te irei recordar!

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

o que é o amor....?


Amo-te…uma palavra que nos diz muito ou se não, que muito nos deveria dizer.
No entanto, é uma das palavras mais triviais que existem. É amo-te para aqui, amo-te para ali, ou se for por uma simples mensagem podemos ter um simples amt…ok…o que poderemos dizer sobre isto? Que mais de metade da população está realmente apaixonada? Ou que mais de metade da população não sabe o significado desta palavra?
Para mim a segunda hipótese será a mais acertada…é esquisito ouvir-se tantas vezes falar de uma palavra cujo seu significado é desconhecido… mas todos sabemos que é uma palavra bonita e que todos gostamos de ouvir...qual a rapariga ou rapaz que não gosta de ouvir um amo-te da pessoa que gosta? Pois, todos gostamos, é pena que muitas das vezes esta palavra ser dita sem sentimento, ser dita só por dizer, só porque fica bem, ou só por uma questão de engate… a realidade é esta…
No entanto, quero acreditar que para muitas pessoas esta palavra tenha significado e que esta seja dita com sentimento…e principalmente, que seja dita… não só por dizer mas por ser verdadeira. Não deveremos deixar de dizer o que sentimos só porque temos medo da resposta, medo de sermos gozados, medo de não sermos correspondidos, simplesmente por termos medo….
E…quem sou eu par dizer tal coisa? Ninguém, acreditem. Deverei ser uma das poucas pessoas que menos disse a palavra amo-te na vida…a verdade é que nunca um rapaz ouviu da minha boca a palavra amo-te, a verdade é que se calhar nunca amei, por isso nunca achei oportuno dizer tal palavra.
Amor, amar, amo-te… palavras difíceis de explicar e de compreender, eu disse que se calhar nunca tinha amado, mas a verdade é que só há poucos meses descobri o que é amar, foi difícil, se calhar foi mais difícil admitir. Mas hoje admito, sim admito…eu amo.
Sim, amo-te, não me perguntes porquê nem como, muito menos desde quando… porque não te saberei responder… nestes últimos meses tudo tem sido muito confuso, muito angustiante, tem sido tudo muito complicado… mas a verdade é que já não Consigo passar um dia sem te ver, sem olhar para ti, sem ver esse teu sorriso, esses teus olhos, sem sentir esse teu toque, sem ouvir a tua voz, sem sentir a tua presença… parece que tudo pára quando estamos juntos, eu perco a razão e sigo os meus sentimentos, sem pensar se o que estamos a fazer está certo ou não, sei pensar no amanha e muito menos nas consequências dos nossos actos. Faz tempo que deixei de pensar nisso e que tento seguir o meu coração… o grande problema é que ainda não te tive coragem para te dizer o que sinto…pois a verdade é eu até hoje nunca disse amo-te apesar de amar… mas se soubesses como é difícil, se ao menos conseguisse ver o que vai nesse teu coração, só queria saber o que realmente sentes por mim. Agora era aquela parte em que te perguntava, certo? E coragem? Será que é tão difícil de admitir à pessoa amada os nossos sentimentos? Para mim é… fogo sou mesmo atada, sou fraca, sou parva, sou insegura… e um dia anda me deverei arrepender de tal cobardia, sim porque é uma cobardia o que estou a fazer. Eu penso sempre que será amanha que te vou contar o pior é que esse amanha nunca chega, e enquanto isso vivo neste sonho de algum dia ficarmos juntos, vivo nesta realidade dura que faz com que não esteja sempre ao pé de ti, vivo nesta angustia sem saber os teus sentimentos, vivo nesta insegurança de te contar o que sinto, vivo neste desespero que faz com que as minhas lágrimas caiam sempre que penso que nunca mais te poderei ver, que te poderei perder… vivo assim devido à minha cobardia…
Por vezes fico a pensar, porque será que te puseram no meu caminho, porque no meu destino apareces-te tu, porque meu coração foi bater mais forte por ti? Por mais que queira não consigo, juro que não consigo é mais forte… o amor entra sem pedir licença no nosso coração, depois fica e por mais que tentemos não o conseguimos tirar. Para ser franca não sei se queria que todo este amor acabasse, tu podes ser aquela pessoa que me faz chorar, mas és a única que me consegue por aquele sorriso na cara és o único que me faz viver, que me faz acreditar… ai como adoraria dizer-te isto! Mas será que ainda não percebes-te? Não será assim tão difícil entender…será tão difícil entender que te amo? Sim eu digo que é mesmo amor, eu sinto…
Agora posso dizer que amo, eu posso dizer que sei o que é amor, não sei se para vocês amor tem o mesmo significado, mas para mim é este… é um simples gesto, são simples palavras, são actos, é sentir que não há mais nada à nossa volta, é dar a nossa vida por essa pessoa, é não estar bem quando ela não esta, é estar feliz pela sua felicidade, mesmo que não seja comigo, é querer estar perto dela, é dar carinho, é dar-lhe a mão quando precisa, sem pedir nada em troca… amar é chorar, é rir, é sentir, é abraçar, é gostar, é sonhar, é beijar, é desejar, é união… amar é….amar….
E eu…amo-te….